Os perigos da manutenção dos estereótipos nos jogos
Os jogos, sobretudo os virtuais, possibilitam, de certa forma, a expansão do conhecimento histórico, mas, também, são capazes de reforçar diversos estereótipos ou narrativas mantendo determinadas figuras como inimigas da história à medida que exalta os Estados Unidos: glorifica-se a figura dos veteranos da Segunda Guerra, tratando-a como algo divertido, ignorando as consequências civis, fato que ocorre no jogo Call of Duty 1; omite-se o sofrimento considerado “desnecessário” das vítimas de Hiroshima e Nagasaki, visto que os japoneses são “vilões”, e enfatiza-se as atrocidades cometidas contra os estadunidenses, em Call of Duty – World at War.
A escola precisa estar próxima ao desenvolvimento midiático da sociedade, com os jogos, os filmes, as músicas, e compreender que o conhecimento histórico está além da sala de aula, e, dessa forma, poder responder a alguns questionamentos: como os professores podem utilizar essa ferramentas sem preservar a narrativa em que o inimigo é tudo aquilo que está contra os Estados Unidos? Como desconstruir o maniqueísmo da guerra ao mesmo tempo em que constrói a percepção que o inimigo na verdade é a guerra?
Texto: Beatriz Cavalcante
